E então eu sentei no chão e chorei, me desmanchei em lagrimas, e tive que me refazer das cinzas, como uma fênix. Mas o desespero era grande, como foi acontecer? Eu perdi algo bem embaixo dos meus olhos e nem sei como, mas a culpa não foi minha, eu sussurrava baixo, e tentava entender qual foi o erro que eu cometi, não conseguia colocar na minha cabeça que as coisas podiam ter saído tão erradas.
Aquilo não era justo, não era justo comigo, eu tinha certeza que não estava errada, como foi parar ali? Como todas as coisas se tornaram tão insignificantes? Assim, como em um passe de mágica, e então, eu sentei no chão, e chorei, não fazia sentido e nunca ia fazer. Agora eu passava flutuando por ai, simplesmente pensando no que tinha acontecido, sem encontrar em momento algum, um motivo real.
Mas eu não estou errada, não é orgulho, não é que eu tenho o rei na barriga, eu sei que não fui eu, o desespero já havia entorpecido meu corpo uma vez e me deixado cega, mas agora eu enxergava tão claramente, o problema nunca fui eu, ou talvez ate tenha sido, não me leve a mal, suas palavras me destruíram mais do que uma granada. Acho que nada pode doer mais do que se sentir vulnerável, nada pode doer mais do que desconfiar de alguém que esteve ali o tempo todo, nada, eu acho.
E eu tenho que perdoar? Eu tenho que fazer a linha de boazinha? Eu não posso e não consigo fazer isso, eu não posso evitar, foram as suas ações, foram as suas palavras, e como eu posso acreditar que o resto foi verdade se em um piscar de olhos você foi embora? Você, você, você, (…) chega, todos só pensam nesse lado, ninguém quis escutar meu lado da historia, ninguém quis enxergar que a errada não era eu, foram pouco os pilares que aguentaram me segurar quando eu estava triste e você não era um deles, você nem ousou olhar para o lado para saber não é mesmo?
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